Identificam-se três etapas para consolidação
da medicina social, inclusive como disciplina do curso de formação médica: a
Polícia Médica, especialmente desenvolvida na Alemanha no início do século XVIII a fim de prover o Estado
sobre os índices de saúde da população alemã, a Medicina das Cidades ou
Medicina Urbana, que tem como objetivo controlar os fatores nocivos à saúde da
população urbana que estavam associados às grandes epidemias, evidenciada na França, e, por fim, a Medicina da Força de Trabalho, consolidada
no sanitarismo inglês, que objetiva manter a sua força
trabalhadora plenamente apta.
Observe-se porém que as preocupações com o isolamento de doentes e
assistência aos pobres confunde-se com os princípios da caridade e
assistencialismo pregado pelos cristãos e muçulmanos, a exemplo das discussões sobre a remuneração dos
serviços médicos associada à prática de Cosme e Damião (na Síria de hoje, por volta do ano 300), a
assistência médica prestada aos escravos e soldados romanos ou ao nascimento
das Santas Casas de Misericórdia em Portugal (1000) e hospitais religiosos.
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